De algum modo já aprendera que cada dia nunca era comum, era sempre extraordinário. E que a ela cabia sofrer o dia ou ter prazer nele. Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário.
Extraído de LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
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