Quando eu me concentro me concentro sem querer e sem saber como consigo mas consigo independente de mim. Ou melhor: acontece. Mas quando eu mesmo quero me concentrar então distraio-me e perco-me no "querer" e passo somente a sentir o querer que vem a ser o objetivo. E a concentração não se faz. A vontade tem que ser escondida se não mata o nervo vital do que se quer.
Extraído de LISPECTOR, Clarice. Um sopro de vida.
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