Clarice Lispector

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Todas as mensagens do blog (41)

Maria Clara Caparroz Ficar só, uma necessidade.

Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa. Clarice Lispector Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 30 novembro 2009 às 17:08 — Sem comentários

Liliany B. Sobre sentir demais

"O amor era grande demais (...), não era mais aplicável: nem a pessoa amada tinha a capacidade de receber tanto." “Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho?” "É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir, porque se a experiência é sublime pode tornar-se igualmente perigosa. Aprenda a encantar e a desencantar. Observe, estou lhe ensinando qualquer coisa de precioso: a mágica oposta do "abre-te, Sésamo". Para que um sentimento perca o perfume e deixe de intoxiContinuar

Adicionado por Liliany B. em 22 novembro 2009 às 16:15 — Sem comentários

Liliany B. Sobre sentir demais

"O amor era grande demais (...), não era mais aplicável: nem a pessoa amada tinha a capacidade de receber tanto." “Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho?” "É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir, porque se a experiência é sublime pode tornar-se igualmente perigosa. Aprenda a encantar e a desencantar. Observe, estou lhe ensinando qualquer coisa de precioso: a mágica oposta do "abre-te, Sésamo". Para que um sentimento perca o perfume e deixe de intoxiContinuar

Adicionado por Liliany B. em 22 novembro 2009 às 16:15 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz Enigma

Decifra-me, mas não conclua eu posso te surpreender. Clarice Lispector Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 28 outubro 2009 às 8:09 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz Concentração

Quando eu me concentro me concentro sem querer e sem saber como consigo mas consigo independente de mim. Ou melhor: acontece. Mas quando eu mesmo quero me concentrar então distraio-me e perco-me no "querer" e passo somente a sentir o querer que vem a ser o objetivo. E a concentração não se faz. A vontade tem que ser escondida se não mata o nervo vital do que se quer. Extraído de LISPECTOR, Clarice. Um sopro de vida. Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 28 outubro 2009 às 7:37 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz Composição

Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Clarice Lispector Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 19 outubro 2009 às 18:08 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz O tempo.

O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero m… Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 19 outubro 2009 às 18:00 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz medo

Que medo alegre, o de te esperar. Clarice Lispector Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 19 outubro 2009 às 17:54 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz Subjetividade

Preste atenção e é um favor: estou convidando você para mudar-se para reino novo. Extraído de LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 15:30 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz O extraordinário.

De algum modo já aprendera que cada dia nunca era comum, era sempre extraordinário. E que a ela cabia sofrer o dia ou ter prazer nele. Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário. Extraído de LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 14:47 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz Escolhas

"...E tinha agora a responsabilidade de ser ela mesma. Nesse mundo de escolhas, ela parecia ter escolhido". Extraído de LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 14:40 — Sem comentários

Maria Clara Caparroz As máscaras nossas de cada dia.

Persona Não, não pretendo falar do filme de Bergman. Também emudeci ao sentir o dilaceramento de culpa de uma mulher que odeia seu filho, e por quem este sente um grande amor. A mudez que a mulher escolheu para viver a sua culpa: não quis falar, o que aliviria o seu sofrimento, mas calar-se para sempre como castigo. Nem quero falar da enfermeira que, se a princípio tinha a vida assegurada pelo futuro marido e filhos, absorve no entanto a personalidade da que escolhera o silêncio, transforma-se… Continuar

Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 14:30 — Sem comentários

Liliany B. Precisar

"Para termos, falta-nos apenas precisar. Precisar é sempre o momento supremo. Assim como a mais arriscada alegria entre um homem e uma mulher vem quando a grandeza de precisar é tanta que se sente em agonia e espanto: sem ti eu não poderia viver. A revelação do amor é uma revelação de carência - bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o dilacerante reino da vida." Continuar

Adicionado por Liliany B. em 29 setembro 2009 às 10:00 — Sem comentários

Liliany B. A terceira perna

“Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive:apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que se pode caminhar.Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrá… Continuar

Adicionado por Liliany B. em 28 setembro 2009 às 22:15 — Sem comentários

Liliany B. Ser só

"Ando de um lado para outro, dentro de mim. Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros." Continuar

Adicionado por Liliany B. em 28 setembro 2009 às 22:00 — Sem comentários

Berenice Clarice

"Às vezes, sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante." Continuar

Adicionado por Berenice em 28 setembro 2009 às 1:21 — 2 Comentários

Liliany B. Paciência

“Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista...” “Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída.” Continuar

Adicionado por Liliany B. em 27 setembro 2009 às 13:00 — Sem comentários

Liliany B. Eu sou aquela que...

"Tenho frequentemente vontade de chorar, e o que em geral se reduz à vontade apenas, como se a crise se completasse no desejo. Uns dias, cheia de tédio, enervada e triste. Outros, lânguida como uma gata, embriagando-me com os menores acontecimentos. Uma folha caindo, um grito de criança, e penso: mais um momento e não suportarei tanta felicidade. E realmente não a suporto, embora não saiba propriamente em que consista essa felicidade. Caio num choro abafado, aliviando-me, com a impressão confusa… Continuar

Adicionado por Liliany B. em 26 setembro 2009 às 22:22 — Sem comentários

Liliany B. Acontecer

"O que me acontecia? Nunca saberei entender mas há de haver quem entenda. E é em mim que tenho de criar esse alguém que entenderá" Continuar

Adicionado por Liliany B. em 26 setembro 2009 às 22:00 — Sem comentários

Luciana Hendelg Ela por ela.

O universo persiste. Continuar

Adicionado por Luciana Hendelg em 26 setembro 2009 às 18:56 — Sem comentários

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