Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa. Clarice Lispector
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 30 novembro 2009 às 17:08 —
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"O amor era grande demais (...), não era mais aplicável: nem a pessoa amada tinha a capacidade de receber tanto."
“Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho?”
"É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir, porque se a experiência é sublime pode tornar-se igualmente perigosa. Aprenda a encantar e a desencantar. Observe, estou lhe ensinando qualquer coisa de precioso: a mágica oposta do "abre-te, Sésamo". Para que um sentimento perca o perfume e deixe de intoxi…
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Adicionado por Liliany B. em 22 novembro 2009 às 16:15 —
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"O amor era grande demais (...), não era mais aplicável: nem a pessoa amada tinha a capacidade de receber tanto."
“Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho?”
"É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir, porque se a experiência é sublime pode tornar-se igualmente perigosa. Aprenda a encantar e a desencantar. Observe, estou lhe ensinando qualquer coisa de precioso: a mágica oposta do "abre-te, Sésamo". Para que um sentimento perca o perfume e deixe de intoxi…
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Adicionado por Liliany B. em 22 novembro 2009 às 16:15 —
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Decifra-me, mas não conclua eu posso te surpreender. Clarice Lispector
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 28 outubro 2009 às 8:09 —
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Quando eu me concentro me concentro sem querer e sem saber como consigo mas consigo independente de mim. Ou melhor: acontece. Mas quando eu mesmo quero me concentrar então distraio-me e perco-me no "querer" e passo somente a sentir o querer que vem a ser o objetivo. E a concentração não se faz. A vontade tem que ser escondida se não mata o nervo vital do que se quer.
Extraído de LISPECTOR, Clarice. Um sopro de vida.
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 28 outubro 2009 às 7:37 —
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Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
Clarice Lispector
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 19 outubro 2009 às 18:08 —
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O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero m…
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 19 outubro 2009 às 18:00 —
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Que medo alegre, o de te esperar. Clarice Lispector
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 19 outubro 2009 às 17:54 —
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Preste atenção e é um favor: estou convidando você para mudar-se para reino novo.
Extraído de LISPECTOR, Clarice. Água Viva.
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 15:30 —
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De algum modo já aprendera que cada dia nunca era comum, era sempre extraordinário. E que a ela cabia sofrer o dia ou ter prazer nele. Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário.
Extraído de LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 14:47 —
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"...E tinha agora a responsabilidade de ser ela mesma. Nesse mundo de escolhas, ela parecia ter escolhido".
Extraído de LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 14:40 —
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Persona
Não, não pretendo falar do filme de Bergman. Também emudeci ao sentir o dilaceramento de culpa de uma mulher que odeia seu filho, e por quem este sente um grande amor. A mudez que a mulher escolheu para viver a sua culpa: não quis falar, o que aliviria o seu sofrimento, mas calar-se para sempre como castigo. Nem quero falar da enfermeira que, se a princípio tinha a vida assegurada pelo futuro marido e filhos, absorve no entanto a personalidade da que escolhera o silêncio, transforma-se…
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Adicionado por Maria Clara Caparroz em 17 outubro 2009 às 14:30 —
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"Para termos, falta-nos apenas precisar. Precisar é sempre o momento supremo. Assim como a mais arriscada alegria entre um homem e uma mulher vem quando a grandeza de precisar é tanta que se sente em agonia e espanto: sem ti eu não poderia viver. A revelação do amor é uma revelação de carência - bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o dilacerante reino da vida."
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Adicionado por Liliany B. em 29 setembro 2009 às 10:00 —
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“Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive:apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que se pode caminhar.Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrá…
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Adicionado por Liliany B. em 28 setembro 2009 às 22:15 —
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"Ando de um lado para outro, dentro de mim. Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros."
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Adicionado por Liliany B. em 28 setembro 2009 às 22:00 —
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"Às vezes, sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante."
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Adicionado por Berenice em 28 setembro 2009 às 1:21 —
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“Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista...”
“Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída.”
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Adicionado por Liliany B. em 27 setembro 2009 às 13:00 —
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"Tenho frequentemente vontade de chorar, e o que em geral se reduz à vontade apenas, como se a crise se completasse no desejo. Uns dias, cheia de tédio, enervada e triste. Outros, lânguida como uma gata, embriagando-me com os menores acontecimentos. Uma folha caindo, um grito de criança, e penso: mais um momento e não suportarei tanta felicidade. E realmente não a suporto, embora não saiba propriamente em que consista essa felicidade. Caio num choro abafado, aliviando-me, com a impressão confusa…
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Adicionado por Liliany B. em 26 setembro 2009 às 22:22 —
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"O que me acontecia? Nunca saberei entender mas há de haver quem entenda. E é em mim que tenho de criar esse alguém que entenderá"
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Adicionado por Liliany B. em 26 setembro 2009 às 22:00 —
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O universo persiste.
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Adicionado por Luciana Hendelg em 26 setembro 2009 às 18:56 —
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